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Os últimos headhunters da tribo Konyak Fotos : Omar Reda

  • 6 de jun. de 2018
  • 1 min de leitura

O remoto vilarejo de Longwa, espremido entre as densas florestas de Mianmar, de um lado, e as ricas lavouras da Índia, de outro, abriga a feroz tribo dos nagas konyak.

Trata-se do maior grupo étnico que habita o Estado de Nagaland, no nordeste indiano.

Os konyaks eram guerreiros brutais que lutavam com outras tribos para conquistar terras e demonstrar sua força. Durante muitos séculos, eles foram vorazes caçadores de cabeças: matar um inimigo e decapitá-lo era considerado um rito de passagem para meninos.

Aqueles que conseguissem eram premiados com uma tatuagem no rosto.

As aldeias konyak estão sempre localizadas no topo de morros. Era a estratégia dos ancestrais para monitorar e identificar possíveis ataques inimigos.

A prática de cortar a cabeça de tribos inimigas foi proibida em 1940, mas o último caso de decapitação em Nagaland foi registrado em 1969. Por isso, homens mais velhos pertencem à última geração que exibe essas chamativas tatuagens.

Nos tempos de decapitação, os crânios dos inimigos capturados também eram exibidos em um lugar de destaque. Quando a prática foi abolida, as cabeças foram retiradas das vilas e enterradas.


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